Temporal, caos, tensão e abstinência

Em todos esses anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece. Ao menos isso é o que diria o velho Guarda Linhas. Mas a frase retrata bem a crise de abstinência vivida no último fim de semana (01 e 02 de fevereiro), quando milhares de clientes da companhia local de energia elétrica aqui de Novo Hamburgo / RS e região foram afetados pela falta de energia, devido a um forte temporal que atingiu a região, levantando ventos de até 150 km / h, soprando tudo o que estava pela frente, inclusive árvores e postes que tombaram pelas ruas.

Resultado do temporal: árvore caiu na rede elétrica 

A situação foi caótica, afinal, ficar sem energia elétrica durante o ápice do verão, enfrentando temperaturas acima de 40 graus sem poder ligar um ventilador e beber uma garrafa de água gelada, com o perdão da palavra, é foda.

Aqui no lado da cidade onde eu moro, até foi menos tenso, comparado com os clientes que ficaram mais de 100 horas sem o restabelecimento da energia elétrica. Por aqui a energia caiu na sexta-feira, por volta das 16:30 e voltou no domingo pela manhã, às 10 horas. O que são 40 horas sem energia, enquanto uma galera chegou a organizar manifestações nas ruas, clamando pela volta do serviço. Obviamente a companhia de energia não tem culpa pelos estragos, pois foi causa natural, mas mesmo assim as pessoas estão no direito de reclamar pela demora no atendimento, e em partes, com razão.

Abstinência: Sábado à noite na penumbra

Segundo dados da companhia, as tempestades prejudicaram mais de 110 mil clientes entre as cidades de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Portão e São Leopoldo, impactando em mais de 5 mil ocorrências atendidas, registrando 107 mil horas de trabalho, envolvendo 1300 profissionais em toda a operação.

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