Escravos do tempo

O tempo é o nosso norteador. É por meio dele que acordamos, vamos para o trabalho, participamos de reuniões, almoçamos, saímos do trabalho, jantamos e vamos dormir. Se não houvesse o tempo para nos controlar e também os compromissos nos forçando seguir esta direção, certamente nossa rotina seria uma bagunça.

Mas assim como o tempo nos gerencia, acabamos sempre reféns dos limites impostos por ele. Com toda a sua autoridade, maestria e principalmente ligeireza em avançar, ficamos cada vezes mais aflitos com o risco que corremos quanto ao não cumprimento de prazos, e com isso, o não atingimento de metas estipuladas para uma semana, mês ou até mesmo ano.

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Tempo

Particularmente eu sou um grande crítico do tempo. Por mais que tente me organizar, a impressão de que as semanas passam rápido demais é constante e acabo frustrado ao colocar na balança a quantidade de atividades que desejo executar em um dia versus o período que tenho para me dedicar a isso.

Mesmo que 24 horas pareçam suficientes para seguir um roteiro de tarefas, quando se tem muito trabalho, o tempo é relativo como na teoria de Einstein. No entanto, ao invés de haver um objeto se locomovendo em alta velocidade, para o qual, o tempo passaria mais devagar, existe um indivíduo imerso em diversas demandas, e com isso, acaba percebendo os minutos passarem mais depressa na medida que se envolve na pilha de obrigações.

Quando não se deseja que o tempo passe, como em um fim de semana, por exemplo, novamente por haver afazeres e tarefas inacabadas ou simplesmente há o desejo de aproveitar junto da família ou dos amigos, mais uma vez ele passa depressa demais diante da nossa percepção.

De um modo geral, mesmo com todo o cunho negativo que essa afirmação possa carregar, não podemos negar que passamos de meros escravos do tempo, presos no que ele nos obriga, vivendo e agindo conforme ele nos permite.

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