{"id":1907,"date":"2020-02-08T14:01:16","date_gmt":"2020-02-08T17:01:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.joatanfontoura.com\/blog\/?p=1907"},"modified":"2020-02-08T14:09:56","modified_gmt":"2020-02-08T17:09:56","slug":"a-montanha-russa-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.joatanfontoura.com\/blog\/reflexao\/a-montanha-russa-da-vida\/","title":{"rendered":"A montanha-russa da vida"},"content":{"rendered":"\n<p>Eu tinha um colega de trabalho que seguidamente exclamava: &#8220;\u00c9 bom t\u00e1 vivo!&#8221;. Sim, \u00e9 bom, mas nem sempre.<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2019, quando perdi minha m\u00e3e, me dei conta de que n\u00e3o estamos aqui nesse mundo pra viver bem e sermos felizes, apesar de que em alguns momentos isso \u00e9 poss\u00edvel. <\/p>\n\n\n\n<p>Nascemos e vivemos suscet\u00edveis ao imprevisto. Afinal, por mais que as coisas estejam muito bem, a qualquer momento pode acontecer algo que vai causar infelicidade, seja ela muito pequena, pequena, m\u00e9dia, grande ou muito grande. E isso vai desde estar caminhando na cal\u00e7ada, trope\u00e7ar e descolar a sola do sapato, at\u00e9 perder um ente querido, como uma m\u00e3e ou um pai.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"822\" height=\"428\" src=\"http:\/\/www.joatanfontoura.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/roller_coaster.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1908\" srcset=\"https:\/\/www.joatanfontoura.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/roller_coaster.png 822w, https:\/\/www.joatanfontoura.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/roller_coaster-300x156.png 300w, https:\/\/www.joatanfontoura.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/roller_coaster-768x400.png 768w\" sizes=\"(max-width: 822px) 100vw, 822px\" \/><figcaption><center>Montanha Russa by Getty Imagens<\/center><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Para alguns, essas fatalidades s\u00e3o frequentes. Para outros, talvez nem tanto, o que gera uma sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar e vida boa. E ainda, tem os momentos mesclados.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo depois que minha m\u00e3e morreu, <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.joatanfontoura.com\/blog\/textos\/finalmente-tccei\/\" rel=\"noopener noreferrer\">apresentei meu TCC e tirei 10<\/a>. Apesar de toda a tristeza pela falta dela, uma pequena parte de mim estava feliz, pois ap\u00f3s uma longa jornada, estava concluindo a gradua\u00e7\u00e3o e encerrando um ciclo com honrarias. Nessa semana que est\u00e1 passando foi minha formatura. Foi um momento bacana. Por\u00e9m, novamente estou triste pois um dia depois da cerim\u00f4nia, perdemos o Barney, nosso cachorrinho que completaria 15 anos no pr\u00f3ximo m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A algum tempo atr\u00e1s, lembro que o <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/twitter.com\/izzynobre\" rel=\"noopener noreferrer\">Izzy Nobre<\/a> escreveu um livro cujo t\u00edtulo \u00e9 <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Todo-dia-tem-uma-merda-ebook\/dp\/B01F42U33W\" rel=\"noopener noreferrer\">&#8220;Todo o dia tem uma merda&#8221;<\/a>. Certa vez eu at\u00e9 comecei a ler, mas pra mim o t\u00edtulo fez mais sentido que os pr\u00f3prios contos apresentados na obra e me confirma a convic\u00e7\u00e3o de sempre algo n\u00e3o vai estar bom.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nisso, reitero a impress\u00e3o de que nascemos pra viver e sofrer. \u00c0s vezes, com sorte por per\u00edodos ininterruptos, o sofrimento nos concede uma folga e at\u00e9 criamos boas lembran\u00e7as pelas quais entendo que n\u00f3s temos que enxergar o prop\u00f3sito de viver, mas em outros, nem tanto. O fato \u00e9 que como diz o t\u00edtulo do livro: todo o dia tem uma merda. E ela pode ser quase insignificante ou que vai alarmar uma ferida que te acompanhar\u00e1 pelo resto da vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu tinha um colega de trabalho que seguidamente exclamava: &#8220;\u00c9 bom t\u00e1 vivo!&#8221;. Sim, \u00e9 bom, mas nem sempre. 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