Mulheres adoram coisas brilhantes

Só pra esclarecer, não fui eu quem criei essa teoria, não. O autor foi o filhinho de 6 anos do David Coimbra, conforme o próprio David comentou em uma das crônicas semanais que ele escreve para o Zero Hora. A questão é que não concordo com o guri. Na verdade, até acho que as mulheres tem certo apreço por coisas brilhantes, mas não é tão simples quanto parece.  Se fosse, qualquer pontinho de purpurina faria sucesso.

Pergunte algo difícil e eu respondo presentear uma mulher. Ao menos no meu caso, eu nunca sei o que comprar. Não que eu tenha muitas mulheres pra comprar presente, pelo contrário, pois no momento eu só tenho a minha mãe. E olha como é difícil comprar alguma coisa pra ela. Nunca sei se ela vai gostar. Se é simples demais recebo um “Nhéee!” ou se é sofisticado o bastante recebo um “Cróoo!”. É realmente complicado!

Além da minha mãe, já presenteei amigas e o que podemos popularmente chamar de “ficantes”. Não tenho nem nunca tive namorada, e se tivesse, acho que seria um eterno desastre com presentes. Apesar de conhecer as características da pessoa, saber o que ela gosta, o que ela detesta ou mesmo o que ela precisa, não parece ser o bastante. A indecisão e o receio da pessoa não gostar acabam clamando por pensar e repensar no tal presente, o que boa parte das vezes remete a uma tragédia socialmente econômica, emocional e quase espiritual.

A infinidade de opções expostas nas vitrines afora suplicam por mais aquele vale presente, no aniversário com o saldo um pouco maior do que foi no Natal, pois essas duas datas são separadas por um bocado de meses, somados ao crescimento da inflação e a variação dos preços.

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